IA padroniza. Mas mercado valoriza diferenciação.


"Espero que essa mensagem lhe encontre bem."
Em 2024, eu li essa frase dezenas de vezes por semana. Era praticamente um carimbo invisível de que o texto tinha passado pelo GPT.
No começo, era curioso. Depois, ficou repetitivo. Hoje, dependendo do contexto, chega a soar automático demais.
O julgamento
E aí veio algo interessante: o julgamento.
Quando eu recebia um e-mail com essa estrutura engessada, já vinha a dúvida: a pessoa pensou nisso ou só pediu para a IA escrever?
Não me entenda mal. Eu uso IA. Bastante!
O problema nunca foi usar. O problema é quando todo mundo começa a soar igual.
O paradoxo da produtividade
O mercado de trabalho funciona de forma parecida:
- No início, quem usa IA ganha produtividade
- Depois, todo mundo usa
- Então, o diferencial deixa de ser "usar IA" e passa a ser como você pensa além dela
IA padroniza. Mas mercado valoriza diferenciação.
Se você terceiriza completamente sua comunicação, sua escrita, seu raciocínio, sua estrutura de pensamento… em algum momento você vira só mais um texto bem formatado.
Não é anti-IA. É pró-identidade.
Talvez a pergunta não seja se você usa IA. Mas se, mesmo usando, ainda dá para perceber que é você ali.
Porque no fim, o mercado não contrata prompts. Contrata pessoas.
E você, já julgou alguém por um e-mail "perfeitinho demais"?
Esse conteúdo foi originalmente publicado no LinkedIn.
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