ReflexãoProdutividade

Quando você não paga pelo produto, o produto é você

Ronald Araújo
Ronald Araújo
·2 min de leitura
Quando você não paga pelo produto, o produto é você

Já ouviu essa frase? Sim ou com certeza?

O ciclo invisível

Alguns anos atrás, eu me peguei num ciclo estranho. Toda vez que eu abria o celular "só pra checar uma notificação", dez minutos evaporavam. E o pior: eu nem lembrava direito o que tinha ido fazer.

Um vídeo levava a outro. Um post chamava outro. Um clique virava meia hora.

A ficha que caiu

Foi então que eu percebi: eu não era o usuário desses aplicativos. Eu era o produto.

As redes não estavam brigando pela minha assinatura. Estavam brigando pela minha atenção. E quanto mais tempo eu passava ali, mais anúncios podiam me mostrar. Mais dados sobre mim podiam coletar. Mais previsível — e valioso — eu me tornava.

Tudo é calculado

Comecei a reparar em como o design, os sons, as notificações... tudo era calculado pra me manter dentro do jogo. E percebi o quanto isso moldava minhas escolhas — até o que eu achava que era "espontâneo".

O preço real do "gratuito"

Hoje, quando vejo um aplicativo "gratuito", penso duas vezes. Nada é realmente de graça.

Ou você paga com dinheiro... ou paga com tempo, dados e atenção — os ativos mais caros que temos.

A reflexão que fica

Cuidar da nossa atenção é como cuidar das finanças: se você não gerencia, alguém vai gerenciar por você.


Esse conteúdo foi originalmente publicado no LinkedIn.

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