Já notou que a segurança pode piorar a experiência do usuário?


Esses dias me deparei com os Safe Links do Outlook.
A ideia é ótima: o link passa pelos servidores da Microsoft. Se for seguro, segue o fluxo. Se for malicioso, é bloqueado.
Perfeito no papel. Mas na prática… me gerou uma reflexão.
O que antes era visível virou opaco
Antes, quando eu recebia um e-mail suspeito, bastava passar o mouse no link e ver claramente para onde ele apontava.
Simples. Direto. Transparente.
Agora? O link vem completamente "embrulhado" dentro de um domínio da Microsoft. Algo enorme, cheio de parâmetros, difícil de ler e impossível de interpretar rapidamente.
Como sou curioso, costumo abrir em aba anônima só para entender o comportamento. E, na maioria das vezes, o link simplesmente redireciona para o destino original — inclusive, muitas vezes, para o site do golpista.
Então fica a pergunta: isso realmente aumentou a segurança ou só mudou a forma como o risco é apresentado?
Resolvendo um problema e criando outro
Isso me fez pensar em algo maior.
Nem toda melhoria técnica melhora a experiência. Nem toda camada de segurança aumenta a percepção de segurança.
Às vezes, a gente resolve um problema… criando outro.
Fica a reflexão para quem constrói produto: você está deixando o sistema mais seguro ou só mais complexo de entender?
Esse conteúdo foi originalmente publicado no LinkedIn.
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