A maioria das nossas decisões não é técnica, é emocional

Pra você que já tem mais de 10 anos de carreira ou então que está entrando agora na área de TI:
A maioria das nossas decisões não é técnica.
É emocional! (eu sei que você acabou de fazer uma careta rsrs)
Recentemente me deparei com a teoria de Kahneman e Tversky. A ideia é simples e meio desconfortável:
A dor de perder é maior do que o prazer de ganhar.
Traduzindo pro nosso mundo: a gente evita errar mais do que busca acertar.
E isso aparece o tempo todo. Você já viu isso aqui?
- Escolher a solução mais "segura", mesmo não sendo a melhor
- Evitar mexer em algo que "já funciona", mesmo sabendo que tá ruim
- Adiar uma refatoração importante por medo de quebrar algo
- Complicar uma solução simples só pra não correr risco
Sistema 1 vs. Sistema 2
Isso é o tal do Sistema 1 gritando: rápido, automático, defensivo.
Enquanto o Sistema 2… que é mais lento e analítico… fica em segundo plano porque dá mais trabalho.
O problema?
Decisão defensiva demais trava evolução.
E aí entra um ponto que eu comecei a observar mais em mim: nem toda escolha "segura" é uma boa escolha.
Às vezes, o risco controlado é exatamente o que se precisa. Porque software não cresce sem desconforto. E carreira também não.
No fim, a pergunta não é: "Isso aqui funciona?"
Mas sim: "Eu tô escolhendo isso porque é melhor… ou porque é mais confortável?"
Esse conteúdo foi originalmente publicado no LinkedIn.
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