CarreiraReflexão

A maioria das nossas decisões não é técnica, é emocional

Ronald Araújo
·2 min de leitura
A maioria das nossas decisões não é técnica, é emocional

Pra você que já tem mais de 10 anos de carreira ou então que está entrando agora na área de TI:

A maioria das nossas decisões não é técnica.

É emocional! (eu sei que você acabou de fazer uma careta rsrs)

Recentemente me deparei com a teoria de Kahneman e Tversky. A ideia é simples e meio desconfortável:

A dor de perder é maior do que o prazer de ganhar.

Traduzindo pro nosso mundo: a gente evita errar mais do que busca acertar.

E isso aparece o tempo todo. Você já viu isso aqui?

  • Escolher a solução mais "segura", mesmo não sendo a melhor
  • Evitar mexer em algo que "já funciona", mesmo sabendo que tá ruim
  • Adiar uma refatoração importante por medo de quebrar algo
  • Complicar uma solução simples só pra não correr risco

Sistema 1 vs. Sistema 2

Isso é o tal do Sistema 1 gritando: rápido, automático, defensivo.

Enquanto o Sistema 2… que é mais lento e analítico… fica em segundo plano porque dá mais trabalho.

O problema?

Decisão defensiva demais trava evolução.

E aí entra um ponto que eu comecei a observar mais em mim: nem toda escolha "segura" é uma boa escolha.

Às vezes, o risco controlado é exatamente o que se precisa. Porque software não cresce sem desconforto. E carreira também não.

No fim, a pergunta não é: "Isso aqui funciona?"

Mas sim: "Eu tô escolhendo isso porque é melhor… ou porque é mais confortável?"


Esse conteúdo foi originalmente publicado no LinkedIn.

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